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“O Brasil dos brasileiros nos EUA”

Desde a redemocratização do Brasil, no início dos anos 80, o país colecionou sucessos e retrocessos na percepção da vida pelos brasileiros. E avanços e solavancos na intensa vida econômica de vários planos pelos quais passamos. Isso tudo gerou em parte significativa da população um sentimento interno de conflito entre ficar pra ver e fazer o Brasil dar certo e se aventurar numa vida no exterior.

Desde a primeira grande fuga de cérebros e de mão de obra da década de 80 até hoje, como são e como pensam atualmente os brasileiros que foram tentar a vida fora, sobretudo nos Estados Unidos?

A pergunta foi feita à advogada Genilde Guerra, gaúcha radicada em Miami, no estado da Flórida, especializada em imigração e no atendimento a empresas de investidores que querem se mudar para os EUA.

Em entrevista ao “Pensando o Brasil com Adalberto Piotto”, pela TV CIEE, ela diz que o perfil desse imigrante que escolheu a vida norte-americana mudou muito ao longo do tempo. “Hoje, é formada por muita gente que decidiu ampliar seus horizontes, sendo que muitos já não fazem mais parte daquele grupo de desesperados por uma nova chance, até porque não se desligam completamente do país de origem”, diz ela.

Sócia do escritório de advocacia Kravitz & Guerra, Genilde Guerra, que é doutora pela Escola de Direito da Universidade de Miami com títulos pelas universidades de Harvard, Oxford e pelo College de Londres, aponta que o fluxo de brasileiros hoje é de gente mais preparada, sem o deslumbre inicial, seja de investidores, estudantes ou pessoas dispostas a empregos que, se no Brasil ainda têm pouco valor, nos Estados Unidos são muito valorizados.

Na conversa de pouco mais de 30 minutos, ela ainda fala da capacidade de adaptação rápida do brasileiro; que seguir ou não regras de civilidade não tem a ver com nacionalidade; sobre a atual política americana para trabalhadores estrangeiros; e dos riscos de querer entrar ilegalmente pela fronteira com o México.