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Inovação e educação: entrevista com Silvio Meira, cientista

“Vivemos um apocalipse digital. Foram 25 anos em algumas semanas”.

A constatação acima é do cientista Silvio Meira sobre as transformações que a pandemia do novo Coronavírus trouxe com a necessidade urgente de digitalização da economia e de muitas atividades cotidianas, em virtude do distanciamento social.

“As pessoas passaram a usar numa escala impensada as tecnologias e serviços que já estavam aí. A rede brasileira de internet teve um aumento de 30% no tráfego a partir de 15 de março.”

Para ele, o momento, além dos desafios sanitários e econômicos, a atual crise também abriu uma enorme oportunidade de nos entendermos como sociedade e reavaliarmos nossas prioridades e métodos. A discussão leva necessariamente aos meios de acesso e objetivos da educação brasileira.

“Quando a gente combina eficácia com eficiência a gente tem efetividade. A educação brasileira tem pouca efetividade. A gente não prepara as pessoas para alguma coisa, para o futuro.”

A crítica vem sobre a lógica da maioria esmagadora das escolas de ensino médio que prepara os alunos para, no máximo, entrar na faculdade, neste histórico da sociedade do país de dar menor valor à formação técnica em idade escolar. E a universidade convive com o distanciamento entre gerar diplomas e alunos com reais habilidades pessoais e profissionais.

Silvio Meira, entrevistado do Pensando o Brasil com Adalberto Piotto, é cientista, criador do Porto Digital em Recife, professor emérito da Universidade Federal de Pernambuco e conselheiro de empresas e instituições de ensino e pesquisa.