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A sociedade em transformação: entrevista com Carlo Pereira, secretário-executivo do Pacto Global

O mundo mudou para uns, avançou para outros ou está pressionado a se reinventar sob os novos valores da sociedade contemporânea?

A série de mudanças tem influenciado fortemente as ações de governos, o modus operandi nos negócios de empresas e, por fim, da relação destes com a sociedade.

Em entrevista ao “Pensando o Brasil com Adalberto Piotto”, pela TV CIEE, Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil Pacto Global da ONU no Brasil, que acaba de lançar a campanha #nãovolte, numa tentativa de qualificar a retomada da economia pelas empresas no pós-crise da pandemia de Coronavírus, resume em algumas frases a pressão social mobilizadora:

“O planeta já não suporta mais!” – sobre a exploração descontrolada e não sustentável de recursos naturais.

“A sociedade já não tolera mais!” – acerca da prática predatória ou omissão das empresas em questões da sociedade, exigindo delas uma atitude além-governo.

Ou ainda, “as pessoas já não se reconhecem mais nas instituições tal como elas são.” – sobre o imenso movimento de jovens empreendedores que se lançam em novos negócios e em iniciativas coletivas para a inclusão social de grupos historicamente discriminados.

O tema da sustentabilidade, ambiental e social, norteou a conversa que, como era esperado, avançou sobre a imagem do Brasil no exterior e da campanha negativa comercial contra produtos made in Brazil: “A Nature diz que só 2% das empresas rurais brasileiras têm práticas que não são sustentáveis”. Daí, diz ele que, sim, “podemos falar que o nosso agronegócio é um dos mais sustentáveis do mundo. Temos isso.”, apesar do lobby e das campanhas negativas de concorrentes no mundo. Por outro lado, “não dá pra gente omitir algumas informações ou imaginar que as coisas não são vistas”, como incêndios na floresta, num mundo não apenas globalizado como altamente conectado.