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O novo e inovador trabalho: entrevista com Hélio Zylberstajn, Professor Sênior FEA-USP

16 de agosto de 2021

Com a revolução do mercado de trabalho, as transformações que fazem desaparecer ocupações na mesma intensidade com que se criam novas, estamos preparando os trabalhadores, jovens ou não, para este novo cenário do trabalho?

A pergunta acima permeia praticamente a conversa inteira com o professor Hélio Zylberstajn no “Pensando o Brasil com Adalberto Piotto”, pela TV CIEE.

Acadêmico sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e consultor do Banco Mundial, da OIT e do BID, Zylberstajn vai ao ponto sobre a necessidade de a escola dedicar-se intensamente a ensinar o aluno a pensar, desenvolver soft skills – o conjunto de habilidades emocionais, de criatividade, troca de conhecimento e trabalho em conjunto – e tornar-se menos acadêmica. A tese que defende insere de vez a lógica e necessidade do mercado na formação educacional e profissional de trabalhadores.

Para o professor da FEA-USP, a indústria, por exemplo, já enfrenta e detém tecnologia de ponta específica para seu negócio e pode treinar seu funcionário para este fim, nos moldes das especificidades mais atuais e de cada negócio. O trabalhador precisa levar consigo uma boa formação educacional e técnica e a capacidade de sempre estar apto a aprender, inovar, criar e conviver no grupo com visão de resultado.

Toda esta lógica não reduz o tamanho e a importância da escola, mas a moderniza, além de ampliar as possibilidades de parcerias do capital privado com os departamentos de pesquisa das universidades.

Na entrevista, Hélio Zylberstajn ainda fala sobre a mudança conceitual e legal do emprego, da necessidade de aprimorarmos a análise econômica e social dos níveis de desemprego e da necessidade de o Brasil focar intensamente em obras de infraestrutura por pelo menos dois motivos essenciais à realidade do país.

Primeiramente, para desatar os nós de transporte, energia e comunicação, aumentando a produtividade e a eficiência brasileiras, absorvendo por 15 ou 20 anos a massa de trabalhadores ainda não preparada para o novo mercado.

Enquanto faz isso, ganha tempo para fazer sua própria revolução interna na educação e na formação de profissionais para o novo trabalho do século 21.
#PensandooBrasil