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A globalização dos brasileiros: entrevista com Alvaro Lima, pesquisador

6 de dezembro de 2021

O brasileiro Alvaro Lima é o atual diretor de pesquisa da Agência de Planejamento e Desenvolvimento da prefeitura da cidade de Boston, nos Estados Unidos. Nascido no Maranhão, vive há mais de 35 anos fora do país.

Economista de formação, ele é autor do livro “Os brasileiros nos EUA” e de várias pesquisas sobre a realidade dos brasileiros que vivem no exterior.

A sua própria condição bem-sucedida de imigrante, de funcionário de um órgão da administração pública americana, mostra que os brasileiros têm avançado na vida política e econômica dos países para os quais decidiram migrar.

Nesta entrevista ao “Pensando o Brasil com Adalberto Piotto”, pela TV CIEE, Alvaro faz uma análise aprofundada não só da vida brasileira no exterior, mas como discursos economicamente protecionistas e moralmente preconceituosos estão sendo expostos mundo afora de maneira nunca antes vista, justamente porque se ampliaram as pressões de organizações de direitos humanos.

A globalização dos anos 90 causou enorme mudança no perfil das populações nos países no mundo todo, sobretudo em países economicamente mais poderosos, com alto poder de atração de estrangeiros. Nos Estados Unidos, ele diz perceber que a sociedade americana tradicional tem receio dessas mudanças e de se tornar minoria dentro de seus países, sem dar o devido valor às contribuições socioeconômicas dos imigrantes.

“Aqui nos Estados Unidos, quando um americano vê um imigrante, ele vai logo dizendo com orgulho que os EUA são um país de imigrantes. Mas é preciso que tenham orgulho não apenas do imigrante do passado, mas também os do presente”, diz ele.

Na conversa, Alvaro ainda mostra o tamanho das perdas econômicas e sociais pelo recrudescimento das leis de imigração, tanto para os países quanto para as pessoas. “O país que formou um profissional perde com a migração em si. E o país que recebe não absorve o talento do imigrante porque não lhe dá um visto de trabalho na sua área de formação. É uma perda dupla para o mundo!”
#PensandooBrasil