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Atendimentos nos Espaços são realizados a distância
Imagem ilustrativa / Divulgação

Em tempos de pandemia, como o CIEE está fazendo o atendimento nos Espaços de Cidadania?

6 de maio de 2020
Com a adoção de medidas de comunicação a distância para atender os conviventes, os desafios se tornam ainda mais complexos

Com a pandemia de Covid-19 a equipe de orientadoras sociais do CIEE seguiu prontamente a diretriz para reduzir a circulação e evitar aglomerações. Assim, toda a forma de funcionamento e atendimento dos Espaços de Cidadania foram readequadas de um dia para o outro.

Os orientadoras sociais, responsáveis pela condução dos encontros com os conviventes passaram a se comunicar virtualmente com eles.  Alguns responderam bem aos encontros virtuais propostos; a maioria só se comunica por mensagens individuais, o que requer uma atenção extra dos profissionais e com  aproximadamente 15% dos atendidos, a comunicação não é possível devido à falta de telefone ou internet.  

Desigualdade é ainda mais grave na crise

Com a adoção de medidas de comunicação a distância para atender os conviventes, os desafios se tornam ainda mais complexos. A situação de dificuldade de comunicação e consequentemente fragilidade do vínculo intensifica-se com os adultos que têm menos possibilidades de contato; as dificuldades que este público (em sua maioria pessoas em situação de rua ou imigrantes em situação de moradias irregulares) encontra são infindáveis e quase não imagináveis como, por exemplo, não localizar tomada para carregar o celular.  

Os assistentes sociais que cuidam do levantamento das necessidades dos conviventes e seus familiares e fazem os encaminhamentos para acesso a direitos trabalham a todo vapor para mapear as ofertas de benefícios e solidariedade dos territórios e conectar às demandas. A situação de algumas famílias ficou tão complicada que o CIEE distribuiu cestas básicas para aplacar, minimamente, a insegurança alimentar a que ficaram expostas.

“Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas trabalhamos com processos, histórias de vida e estamos fazendo o possível para nossas equipes e atendidos passarem da melhor forma possível por essa pandemia, que está sendo bem difícil de ser vivida, mas vai passar e tenho a esperança de que a sociedade sairá dela mais solidária”, afirma Maria Nilce Mota, Superintendente de Ação Social e Filantropia do CIEE.

Grupos de estudos e trocas de experiências

Os demais membros das equipes continuam dando todo o apoio necessário para boa organização das ações. Neste período, as equipes estão realizando encontros com uma psicóloga para falarem de suas ansiedades, medos e perspectivas. Com todas essas transformações, as equipes ainda encontram um momento para realizarem grupos de estudos com assuntos de interesse de todos. Já trataram de concepção de vínculo; direitos humanos; racismo; redução de danos; ética; empoderamento juvenil e nos próximos encontros falarão de políticas públicas e afeto.

“O grupo de estudos tem nos proporcionado muito conhecimento. São momentos enriquecedores de compartilhamento de informações, vivências e experiências, além de ser um incentivo ao hábito da leitura. Destaco o tema Direitos Humanos pela profundidade do assunto e importância, ainda mais nos dias atuais”, diz Jamille de Freitas, orientadora social no Espaço de Cidadania Salvador.