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Uma das atividades envolveu produção de crachás criativos
Uma das atividades envolveu a produção de crachás criativos / Divulgação

Convivência: jovens falam de seus sentimentos no Espaço de Cidadania de Manaus

21 de fevereiro de 2020
Atividades incluíram produção de crachás criativos a partir das características de cada um

Nos Espaços de Cidadania do CIEE, as atividades organizadas no eixo temático de Convivência têm como objetivo fortalecer vínculos e oportunizar o convívio respeitoso e a empatia. Esses valores são estimulados e incentivados durante todo o ciclo, já que são habilidades importantes para uma convivência harmoniosa em sociedade.

Durante o encontro “Eu respeito/nós respeitamos”, no Espaço de Cidadania Manaus, foi proposto que os adolescentes desenhassem um crachá criativo com as  características mais pertinentes às suas personalidades, mas sem se identificarem. Uma vez concluídos, os crachás foram embaralhados e distribuídos aleatoriamente entre os conviventes para que, de forma lúdica e interativa, pudessem tentar reconhecer os colegas e descobrir a quem pertenciam os crachás.

Uma das participantes contou para o grupo que aos 10 anos sofreu com comentários depreciativos de uma vizinha que zombava de seus cabelos cacheados. Por conta dos comentários, fez diversos tratamentos de alisamento, mas foi através da influência de uma amiga de cabelos enrolados que fez sua transição capilar. Hoje reconhece seus cachos como um importante traço de sua identidade e acha que seus cabelos, ao natural, são sua melhor característica.

Outro convivente, um adolescente de origem indígena, expôs a sua etnia (indígena da tribo Sateré Mawé) como sendo fundamental e relatou o preconceito que sentiu de alguns colegas de escola por ter na pele desenhos feitos com tintas extraídas do jenipapo. Ao estudar mais sobre sua cultura, passou a se orgulhar dos desenhos que carregava no corpo.

“A proposta deste encontro vai além de um momento de expor as suas características. É sobre a importância da interação e de demonstrarmos a singularidade como forma de aproximação e respeito. Relatar sentimentos que são comuns, trocando experiências ajuda a conhecermos uns aos outros, valorizando as particularidades.” diz Ana Jarina Pedrosa, orientadora social.