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Palco do Teatro CIEE com cinco homens sentados em poltronas e um discursando em pé, no canto direito do palco

Seminário discute relação da política ambiental e comercial

6 de outubro de 2019
Evento gratuito foi realizado no Teatro CIEE e reuniu entidades do setor

Como unir o desenvolvimento econômico as políticas ambiental e comercial foi um dos temas debatidos no Seminário Agronegócio e Diplomacia Ambiental, que foi realizado na última terça-feira, 2/10, no Teatro CIEE. O evento gratuito contou com a mediação do jornalista Gustavo Porto, da Agência Estado.

Para discutir o tema foram convidados Rubens Barbosa, embaixador e Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), Humberto Casagrande, superintendente Geral do CIEE, Marcelo Britto, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Márcio Milan, superintende executivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e José Luiz Tejon Megido, presidente da Tejon Communication & Action International.

Comércio exterior

O embaixador Rubens Barbosa abriu o seminário contextualizando a importância da política ambiental para o agrobusiness e como ela vem guiando até mesmo os grupos de investidores. Ainda retomando a relação histórica do País com questões ligadas ao meio ambiente, relembrou a crise de imagem enfrentada na década de 80, que resultou no isolamento do Brasil. “Levamos 20 anos para nos recuperarmos e como resultado o termo desenvolvimento sustentável foi uma das sugestões da própria delegação brasileira”, conta.

Para Marcelo Britto, o País precisa marcar presença e buscar uma postura ofensiva com dados e esclarecimentos da atual realidade do agronegócio e seu potencial. “Cresci ouvindo que o Brasil é o celeiro do mundo, mas a verdade é que não existe buraco aberto. Se não atender a demanda outros países vão tomar o espaço”.

Supermercados

Representando os supermercados e a relação com o consumidor final, Márcio Milan afirmou que as vendas de agosto foram as melhores dos últimos seis anos, entretanto, apontou para um perfil diferente de consumo. Enquanto as áreas de legumes, frutas e orgânicos ganharam espaço, a de commodities (arroz, óleo etc) registraram o recuo de suas gôndolas.

De acordo com José Luiz Tejon, o agronegócio é responsável por uma fatia bem maior do PIB brasileiro e que as cifras podem chegar a até R$ 2 trilhões se considerados agricultura, bebidas, alimentos e insumos.