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Jovens precisam ficar por dentro da reforma da previdência
Para especialista, jovens precisam estudar mais a reforma da previdência / Divulgação CIEE

Previdência é tema de palestra de Hélio Zylberstajn no Teatro CIEE

14 de junho de 2019
Professor da USP esclareceu pontos que geram dúvidas na reforma proposta pelo governo

Na noite desta quinta-feira, 13 de junho, o professor da USP Hélio Zylberstajn, realizou palestra sobre a Reforma da Previdência no Teatro CIEE. Além de dar uma visão geral sobre o tema, e abordar os principais mudanças propostas pelo governo, o especialista explicou porque a juventude brasileira deve dominar o assunto. O evento contou com abertura feita pelo superintendente Geral do CIEE, Humberto Casagrande, e pelo Diretor-Presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Luís Ricardo Marcondes Martins.

“É um tema extremamente relevante, que ainda gera muitas dúvidas e inseguranças. É importante ter o domínio de conceitos como previdência de repartição, modelo de capitalização, teto previdenciário e tantos outros, para entender o que está sendo proposto”, explica  Zylberstajn.

Previdência é assunto para os jovens

Durante sua apresentação, Zylberstajn ressaltou que os jovens brasileiros devem se empenhar em conhecer mais a fundo a reforma da previdência, tendo em vista que eles serão os mais afetados por possíveis mudanças. “Palestras como essa, realizadas com o apoio do CIEE, que tem grande alcance entre os jovens, são essenciais para que o tema entre de verdade em discussão. Muitas informações chegam de maneira imprecisa na população. O jovem precisa entender a importância de começar a pensar no que irá sustentá-lo em sua velhice. Abrir uma poupança agora pode garantir uma melhor qualidade de vida no futuro”, comenta

Desafios da previdência no Brasil

Para o professor, o Brasil possui características demográficas e históricas que dificultam a comparação com outros países do mundo que adotaram modelos de previdência semelhantes ao que é utilizado atualmente. “Os gastos que o Brasil tem com a previdência estão no mesmo patamar que países desenvolvidos e com uma população majoritariamente mais velha. Esses mesmo países puderam ‘enriquecer’ antes de garantir benefícios aos seus cidadãos idosos. Nós temos que garantir o bem-estar ao mesmo tempo em que enriquecemos como nação”, explica.

Modelo de repartição e de capitalização

Segundo o professor, há essencialmente dois modelos de previdência: o de repartição e o de capitalização. No primeiro deles, a população ativa economicamente, paga a previdência daqueles que já contribuíram no passado, por meio de contribuições ao governo. Já no segundo modelo, o indivíduo contribuiu para sua própria aposentadoria no futuro, guardando dinheiro individualmente.

“Os dois modelos possuem qualidades e defeitos. Como pudemos ver em outros países, obter resultados satisfatórios apostando em apenas um deles é um pouco raro. O ideal seria uma junção dos dois modelos, com foco no fim de privilégios e na diminuição de desigualdades”, explica o professor.

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