Os maiores desafios da implementação de um programa de compliance

17 de abril de 2019
Para Marcos Assi, um dos grandes erros é achar que implementação de políticas de compliance já é suficiente para que a instituição se transforme / Divulgação CIEE
Professor Marcos Assi falou sobre a importância do tema na saúde organizacional de instituições

Na manhã desta quarta-feira, dia 17/04, o professor e CEO da MASSI Consultoria, Marcos Assi, realizou uma palestra no Teatro CIEE sobre como implementar o compliance de maneira efetiva em empresas.

“Muitos gestores e líderes de empresas acham que o compliance é um conjunto de regras. Esse é um recorte simplificado e errado da importância dessa ferramenta de governança corporativa”, explica Marcos.

Para o superintendente de Comunicação, Jurídico e de Compliance do CIEE, Ricardo Melantonio, a agenda atual torna a discussão sobre ética, governança e compliance ainda mais importante. “O tema é complexo e vital para a sobrevivência de instituições. Dois dos principais pilares do compliance são identificar riscos e criar normas para que crises sejam evitadas. Ao colocar essas regras em prática, a empresa está protegendo não só sua saúde organizacional, mas também sua reputação”, explica.

Segundo Marcos Assi, alguns problemas são bastante recorrentes na hora de implementar um programa de compliance. Confira alguns deles:

Falta de processos

“Um dos grandes erros é achar que implementação de políticas de compliance já é suficiente para que a instituição se transforme. É preciso definir procedimentos, processos e manuais, que determinam não só as regras do seu negócio, mas também como deve ser feito, na prática, o monitoramento do compliance no dia a dia”.

Falta de conhecimento

“Do que adianta ter um departamento de compliance na empresa se os funcionários não o conhecem como deveriam? Uma analogia para essa situação é entregar um carro para alguém sem carteira de motorista. Todos os funcionários precisam ter conhecimento sobre compliance. Se isso não ocorrer, não há mudança verdadeira no cotidiano”.

Falta de acompanhamento

“As normas são como remédios de uso contínuo. Não adianta o funcionário, uma vez por ano, ser lembrado da importância do compliance. É preciso que ele tenha contato no dia a dia, saiba que normas e processos são implementados para protegê-lo e ajuda-lo. Quem tem que “ser” o compliance é cada funcionário. Se eles não fizerem sua parte, a empresa estará fragilizada”.