Inicio do conteúdo site.
Webinar sobre a Luta das Pessoas com Deficiência reúne Sandra Ramalhoso, André Kaysel, Andréa Canapi

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: por mais direitos e avanços

29 de setembro de 2021
Inclusão no mundo do trabalho, mais acessibilidade e barreiras atitudinais pautam reflexões em webinar

Para marcar o  Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, promovemos um webinar para refletir sobre os principais avanços e barreiras que ainda persistem para maior inclusão das pessoas com deficiência no mundo do trabalho, e como a sociedade pode colaborar neste processo.

Participaram a gerente de Talent Aquisition e Employer Branding do Grupo Fleury, Andréa Canapi;  a coordenadora da Pastoral da Pessoa com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo, Sandra Ramalhoso e o professor do departamento de Ciência Política da Unicamp, André Kaysel. A mediação foi da supervisora do Inclui CIEE, Lilene Ruy.

O evento foi aberto por Andréa, que trouxe o olhar de uma empresa que desde 2018 conta  com um programa de contratação de aprendizes com deficiência em parceria com o Inclui CIEE. Segundo ela, o programa foi criado com o intuito de efetivá-los e, assim, abrir novas perspectivas na vida profissional.

“Proporcionar o momento para o jovem ser percebido. É uma oportunidade para o gestor dele vê-lo como profissional no futuro”, disse, lembrando que a contratação de pessoas com deficiência agrega valor social às organizações.

Lutas transformam a sociedade

A constante reivindicação pela acessibilidade foi lembrada por Sandra Ramalhoso. Ela destacou que toda sociedade se beneficia quando são feitas mudanças que tornem ruas, praças e outros locais de convivência mais acessíveis.

“Se eu melhoro uma calçada, eu não estou melhorando só para a pessoa com deficiência. Eu estou melhorando a segurança do idoso, eu estou melhorando a segurança das crianças, eu estou melhorando o ambiente da sociedade”.

“Se a minha briga por transporte público melhorou os ônibus, foi só a pessoa com deficiência que ganhou? Não, não foi. A suspensão abaixa, o degrau fica menor. Quando a gente luta, a gente luta pela sociedade”.

Barreiras atitudinais

Segundo André Kaysel, ainda há um caminho a ser trilhado entre a legislação e a vida cotidiana. Barreiras atitudinais ainda compõem um cenário formado por práticas discriminatórias, preconceito e opressão. Ele explicou que, no caso das universidades, muitas tiveram prédios erguidos sem pensar na acessibilidade dos alunos.

“Nós estamos apenas querendo levar nossas vidas, trabalhar, estudar. Não precisamos ser vistos como exemplos, maravilhas, qualquer coisa do tipo. Somos pessoas que queremos ter nossos direitos atendidos dentro da singularidade do fato de sermos pessoas com deficiência”, resumiu.

Confira o webinar na íntegra