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FONIF promove webinar “Pessoas que transformam o mundo pela filantropia”

21 de outubro de 2020
Evento fez parte das comemorações do Dia Nacional da Filantropia, iniciativa apoiada e da qual o CIEE faz parte

Com comemorações ao longo do dia, o Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas, o FONIF, promoveu dois painéis para discussões de extrema relevância para a área. O primeiro – do qual o CIEE fez parte, representado pelo CEO da entidade, Humberto Casagrande – reuniu grandes nomes para debater o papel da filantropia no desenvolvimento social e redução das desigualdades no Brasil.

Sob a temática “Pessoas que transformam o mundo pela filantropia”, o segundo webinar contou com a participação da professora Patrícia Razza, diretora da Fundação Antônio Antonieta Cintra-Gordinho, Giovana Bertoldo Viveiros, ex-aluna da Fundação Antonio Antonieta Cintra-Gordinho, estudante de Jornalismo na PUC-Campinas, e Roberto Ravagnani, jornalista, palestrante e voluntário, especializado em voluntariado. A mediação foi do jornalista Emilio Sant’anna, repórter do jornal Folha de S. Paulo. 

A abertura coube ao presidente do FONIF, Custódio Pereira. “É um dia, mas na verdade é um dia que gostaríamos que fosse lembrado e celebrado todos os dias do ano”, comentou, referindo-se à primeira comemoração, em 2020, do Dia Nacional da Filantropia (20 de outubro). “O setor está, no Brasil, desde o Descobrimento. Está nos três setores: Assistência Social, Educação e Saúde, e há uma representatividade gigantesca. É um setor sem o qual o Brasil não teria condições de fazer o trabalho de assistência que faz hoje”, iniciou. 

Mediador, Emilio Sant’anna destacou que o setor da filantropia, por sua importância, ainda parece pouco representado na imprensa. “Como jornalista, há 15 anos trabalhando em redações, o setor da Filantropia parece ainda distante da nossa realidade, das nossas coberturas”, disse.

Primeira convidada a falar, Patrícia Razza apresentou a história da Fundação Antônio Antonieta Cintra-Gordinho, e a importância do trabalho filantrópico como, muitas vezes, a oportunidade de transformação de vida daqueles que são atendidos. Ressaltou, em especial, o viés educacional, que é o foco da instituição. “Hoje, somos em 1400 matriculados, 250 colaboradores e seis unidades educacionais”, e explicou que o processo de admissão leva em consideração o aspecto socioeconômico, realizado por assistentes sociais. 

Para Giovana, que entrou na Fundação aos três anos de idade, e lá passou toda a sua vida educacional, foi a oportunidade que propiciou chegar ao momento atual, de estudante do nível Superior. “Meus pais não teriam condições de pagar por um lugar como a Fundação. Para eles, foi um alívio, por saber que eu estava em um lugar seguro e com uma boa educação”, disse. 

“Eu acredito que o setor tem se desenvolvido bastante, mas acho que falta muito para chegarmos no nível de competência, gestão e administração que gostaríamos”, disse o jornalista  Roberto Ravagnani, há mais de 20 anos envolvido no Terceiro Setor, sobre os avanços na profissionalização. “Acho que a grande dificuldade é profissionalizar, mas sem perder a essência da organização”, comentou. “Precisamos resgatar isso, se não deixamos de ser Terceiro Setor. Começamos a pensar como Segundo Setor e começamos a achar que somos o Primeiro Setor, e isso não é bom”. 

Para assistir ao debate, na íntegra, basta clicar abaixo: