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Especialista da FAAP avalia desafios de empreender no Brasil

23 de janeiro de 2019
"No Brasil se muda as regras muito facilmente, e isso cria uma instabilidade jurídica muito grande", Alessandra Andrade, professora e coordenadora de empreendedorismo da FAAP

Em entrevista a Money Report, Alessandra Andrade, professora e coordenadora de empreendedorismo da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), fala sobre o mercado de startups no Brasil e sugere caminhos para fomentar a criação de novas empresas no país. Veja abaixo alguns dos temas abordados e não deixe de assistir ao vídeo.

Mindset

Alessandra compara as diferenças da primeira geração de empreendedores brasileiros e as novas levas que hoje se aventuram pelo empreendedorismo. “A principal diferença é o mindset. Na minha época era preciso montar a empresa, site, ter seu cartão de negócios e só então ir para o mercado captar clientes”, relembra. “Hoje, o cenário é outro e é preciso descobrir antes de tudo se você, sua empresa é capaz de criar soluções”.

Aprenda fazendo

Como educadora, Alessandra destaca uma tendência de mercado e aprendizagem, que é o learn by doing – aprenda fazendo em tradução literal. “Vá, converse, teste a sua solução, pegue feedback e vá melhorando seu negócio”, afirma. Ela afirma que essa maneira de pensar e aprender advém do design thinking, método de desenvolvimento de produtos, ideias e processos.

Fracassar ficou mais barato

“Para muita gente, empreender é aceitar riscos, e na verdade hoje é mais barato errar, a ideia do fracasso ao falir um negócio não é como nas gerações anteriores”, avalia. De acordo com ela, empreender em tempos atuais é sobre compreender os riscos e tentar mitigá-los.

Se espelhe em modelos

“Hoje temos referência de empreendedores muito jovens que não existia antes, pessoas que estão tendo sucesso antes dos 30, e isso faz com que essa trajetória esteja mais próxima dos jovens”, pontua Alessandra. Vale lembrar que hoje, com diferentes modelos de negócio, especialmente com empresas que crescem e operam nos meios digitais, os estudantes que desejam ingressar no empreendedorismo possui mais opções para se espelhar e criar algo novo.

Considere o risco no Brasil

Parece haver um consenso entre especialistas da área: não é fácil empreender no Brasil. “Além dessa instabilidade econômica e política, ainda vivemos em um sistema de regras e leis que já estão arcaicas para o atual momento de desenvolvimento de negócios e tecnologia”, avalia.

Alessandra também destaca a questão da legislação que rege empresas e pessoas. “Aqui, a pessoa investe em uma empresa e se falir, ela pode perder sua casa, pois o que acontece no CNPJ afeta a pessoa física.Esse risco assusta investidores”. Para ela, essa mistura entre pessoa física e jurídica configura o maior impedimento para o total afloramento do empreendedorismo no País. Além disso, ela acredita que o papel do Estado também é questionável. “O Governo precisa gastar menos e gastar melhor. A primeira coisa que precisamos ter é eficiência”. Para a especialista, o Brasil não está pronto para viver um modelo econômico totalmente liberal, “uma vez que temos tantas questões sociais para resolver”.

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