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Acessibilidade na rede

4 de fevereiro de 2019
Confira atitudes a serem tomadas para criar acessibilidade digital nas instituições

por Luiz Gustavo Coppola

 

Ao abordar o tema da acessibilidade, é comum que empresas foquem suas atenções a ações que mudem sua estrutura física ou a criação de um programa para contratação de pessoas com deficiência. Essas medidas são importantes e necessárias, mas há uma vasta lista de atitudes que instituições podem adotar para se tornarem mais inclusivas. Uma delas é garantir a acessibilidade também na internet.

De acordo com a edição mais recente no Censo do IBGE, há mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Atualmente, apenas 6% dos sites no Brasil seguem padrões de acessibilidade definidos pela legislação brasileira, como ter códigos preparados para ser interpretado por leitores de tela (utilizados para a navegação de pessoas com deficiência visual), interpretação em Libras (para pessoas com deficiência auditiva), além de opções de contraste, aumento de fontes, legendas nas imagens, áudio descrição em vídeos, entre outros.

Com conceitos simples, é possível fazer um trabalho de inclusão bastante eficiente. Confira alguns pontos sobre a acessibilidade digital que podem ser muito úteis.

 

1- É um direito de todos

Segundo Lei Brasileira de Inclusão (LBI) (Lei nº 13.146, art. 63, julho de 2015), em vigor desde janeiro de 2016, é obrigatório que sites de qualquer organização, seja ela empresa privada, fundações ou instituições, órgãos do governo ou representação comercial em território brasileiro tenham sites acessíveis para pessoas com deficiência. Por isso, ao tornar o seu site acessível, a instituição está sendo ativa na inclusão.

 

2 – É bom para a marca

Tornar o site de sua empresa acessível traz outras vantagens para a sua marca. Torna a navegação mais intuitiva, mais simples e com carregamento mais rápido para todos. Com códigos simples e com mais sentido, ferramentas de busca, como o Google, têm mais facilidade em encontrar o conteúdo de seu site. Além disso, tem como consequência o branding social, associando a marca à inclusão.

3 – Amplia o mercado

Hoje, as pessoas com deficiência formam um grupo de milhões de indivíduos no País. Ao deixar o seu site acessível, você expande a possibilidade de comunicação com mais esse grande universo de pessoas, que movimenta aproximadamente 7 bilhões de dólares por ano.

4- Não é tão difícil de implementar

É mais rápido, barato e eficiente pensar em acessibilidade desde o início do projeto do sua página na web. Mas é possível realizar mudanças em sites já existentes, para que eles adequem à navegação de pessoas com deficiência visual, de audição ou motora. A não ser que seu site seja muito antigo, não é impossível fazer essa adequação de acessibilidade sem dificuldades.

 

Artigo publicado originalmente na Revista  Universo PCD nº 8 de Setembro/Outubro de 2018.


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