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CIEE e SPA promovem processo seletivo para estudantes com deficiência.

CIEE/SAP: juntos pela inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho

3 de junho de 2019
Veja agora a reportagem sobre esse diferenciado processo seletivo de estágio.

Mais diversidade entre os colaboradores. Esse é o objetivo da SAP na parceria com o CIEE. Criadora de softwares e soluções inovadoras para empresas, a SAP decidiu dar mais espaço para pessoas com deficiência no programa de estágio.

Em uma sala, os gestores tiveram uma reunião de sensibilização sobre o programa de estágio para pessoas com deficiência. E na sala a lado, candidatos aguardavam do início do processo seletivo. O recrutamento foi feito de um jeito bem diferente. Nada daquelas entrevistas formais. O interesse é pela história de cada um.

“Foi uma experiência maravilhosa porque eu nunca tinha tido contato com os gestores antes de sequer passar para a entrevista. Foi muito bom conhecer a empresa, conhecer o trabalho e tô me apaixonando cada vez que eu converso com um gestor”, contou a estudante Mariana Nascimento.

A vez dos gestores
E eles, os gestores, também foram entrevistados. Compartilharam detalhes da carreira e de algum momento curioso sobre a própria vida. Atitude que sempre ajuda a quebrar o gelo em uma situação tensa como essa. E uma história chamou a atenção dos candidatos.

“Eu sou PCD. As pessoas que  ao longo da vida tiveram alguma limitação elas desenvolvem superpoderes. Ó, todo mundo concorda, né? Todo mundo sabe seu superpoder. Eu tenho o meu e vou falar um que eu acho é o mais relevante. Eu consigo perceber muito bem as pessoas… a intenção que está por trás das pessoas. É difícil eu errar”, revelou Reinaldo Yocida, vice-presidente da SAP.

Superpoderes revelados
Depois foi a vez dos concorrentes às vagas de estágio revelar seus superpoderes aos recrutadores. Na apresentação individual, eles tiveram de mostrar qual objeto representava a própria personalidade: o estudante Ricardo Martins trouxe sua flauta e deu um show.

“Eu sempre carrego música na minha vida inteira. Porque aos dez anos de idade comecei a tocar flauta e hoje tenho oito anos de músico. Eu nunca participei assim de um processo tão assim gigante e essa foi uma experiência bem legal. Você compartilhar informações. Os talentos que você tem para as pessoas verem não dependendo só das suas limitações, dependendo das suas dificuldades. Você pode dar a volta por cima”, narrou Ricardo.

Marcelo Carvalho, diretor de RH da SAP se disse mais do que satisfeito com o processo seletivo. “Nós começamos com 10 oportunidades, mas a qualidade dos candidatos está tão boa que acho que está animando os líderes  a abrirem outras oportunidades. Isso é muito bom”.

Detalhes do processo seletivo
“Os gestores vão ter a oportunidade de se aproximar mais do candidato, porque eles fizeram uma apresentação individual,  é tempo de resgatar aquilo que eles vêm preparados”, detalhou Lilene Ruy, supervisora de Inclusão Social do CIEE.

Teve até candidato que trouxe uma torcida muito especial: Mariana veio acompanhada da sua mãe. “Tem pessoas que nascem com deficiência como minha filha. A Mariana já nasceu cega e às vezes a gente imagina.. a gente nunca vai ser deficiente na vida e de repente acontece um acidente a gente fica cego. Fica cadeirante. E qualquer pessoa pode passar a ser um deficiente de uma hora pra outra. Só falta mesmo oportunidade pra que eles mostrem o valor que eles têm”, alertou Patrícia Nascimento.

Marcelo Carvalho, diretor de RH da SAP, rendeu mais elogios ao trabalho do CIEE: “Existe uma legislação brasileira que  as empresas têm que cumprir e a gente fica às vezes muito limitado a ter acesso a um pool de talentos que possam nos ajudar a cumprir essa meta e acho que o CIEE faz um trabalho superimportante.”