Espaço de Cidadania CIEE promove semana dos Direitos Humanos

14 de dezembro de 2018

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.  Essas duas frases constituem o artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 10 de dezembro de 1948.

Para celebrar os 70 anos dessa declaração, o Espaço de Cidadania CIEE organizou uma semana temática. “A Semana de Direitos Humanos foi pensada com atividades diversas, reflexivas e práticas, dada a importância dessa temática, especialmente para aqueles que têm seus direitos violados cotidianamente”, explica Aretha Pestana, assistente social do CIEE que atua no Espaço de Cidadania, no Centro de São Paulo.

Para abrir a semana, os conviventes do local receberam para a roda de conversas o vereador Eduardo Suplicy, que já foi secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania e tem uma intensa trajetória na defesa dos direitos básicos. Suplicy ouviu as diferentes histórias dos presentes, além de reforçar a importância de se discutir o tema. “É importante para mim me reunir com as pessoas em situação de rua que estão sendo atendidos pelo Espaço”, pontuou Suplicy. Na sequência, o grupo caminhou até a Catedral da Sé para um ato inter-religioso pela ocasião.

Mesa de debate da semana dos direitos humanos no espaço de Cidadania CIEE

No dia 11, foi a vez de reunir especialistas para uma mesa de debates sobre Direitos Humanos e Políticas Públicas. Suhayla Khalil, Professora de pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Tomás Magalhães Andreetta, assessor técnico da Coordenação de Políticas para a População em Situação de Rua da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania – SMDHC, Robson Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua e representante do Comitê PopRua e Keder Lafortune, convivente do Espaço de Cidadania e membro do Conselho Municipal de Imigrantes de São Paulo.

Cada convidado ofereceu um panorama de sua vivência e atuação junto à defesa dos direitos humanos. “Reconhecer no diferente um igual e lutar junto é a grande questão desse tema. Se falta humanidade para reconhecer-se no outro, então é mesmo difícil fazer essa defesa”, explica a professora Sahayla Khalil. Ela lembrou ainda da importância de manter uma postura ativa e atenta. “Direitos adquiridos, bem como leis, podem ser revogadas a qualquer momento. A luta é contínua”.

Na quarta (12), os frequentadores do Espaço participam de oficina de fanzine com os educadores Sylvio Ayala e Juliane Cruz. Para finalizar a semana temática, os conviventes fizeram uma visita ao Memorial da Resistência, que se dedica à preservação das memórias da resistência e da repressão políticas do Brasil.

“Ter a possibilidade de receber profissionais com diferentes saberes e trocar com eles foi de uma riqueza sem igual. Penso que falar sobre Direitos Humanos, o que significa falar sobre dignidade, integridade, liberdade e vida, deve ser um exercício diário, não somente nesta semana”, completa Aretha Pestana.