Inicio do conteúdo site.
Na foto aparece a imagem da tela de um computador com os participantes - cinco mulheres e dois homens, em quadrados, cada um em sua respectiva casa.

CIEE debate enfrentamento à violência contra a mulher

13 de agosto de 2020
Webinário contou com a presença da ativista e empresária, Luiza Brunet

A pandemia causada pela Covid-19 colocou em debate outros problemas enraizados na sociedade e ainda longe de serem resolvidos, como a violência contra a mulher. O distanciamento social intensificou a convivência com seus agressores e relatos cresceram durante o período. Buscando entender e educar futuras gerações, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE promoveu o webinar “Enfrentamento à violência contra a mulher: Conscientização e Iniciativas”.

O evento contou com a presença especial da empresária e ativista, Luiza Brunet e dos palestrantes: João Francisco de Carvalho Pinto Santos, fundador do Bem Querer Mulher, Amanda Pimentel, assistente de Projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Lilian Rauld, gerente de Diversidade e Inclusão da Sodexo Brasil e Luiza Eluf, procuradora de Justiça. A mediação ficou a cargo de Maria Nilce Mota, superintendente de Ação Social e Filantropia do CIEE.

De acordo com Luiza Brunet, a violência doméstica foi algo que ela presenciou na infância e que sua mãe também já tinha vivenciado. Apenas aos 54 anos ela sofreu uma agressão. “Eu tenho viajado pelo Brasil e pelo mundo e vejo que a violência doméstica é democrática, não tem classe social e que nós enfrentamos uma epidemia. Não se trata de um problema apenas do nosso país”, afirma. 

Conscientização e Iniciativas

Para Santos, os esforços de educação e conscientização, tanto para meninos, quanto para meninas deve ser na adolescência, pois é quando pequenos abusos começam a ganhar espaço. “É nessa idade que conseguimos desconstruir conceitos de relacionamentos abusivos e assim quebrar esse ciclo vicioso”, afirma. 

Lilian trouxe para o debate a responsabilidade do setor privado. De acordo com a executiva, a Sodexo incentiva a diversidade e  faz parte do programa “Tem Saída”, comandado pela Prefeitura de São Paulo e Ministério Público.  A iniciativa oferece oportunidades de trabalho e capacitação para mulheres que sofrem ou já sofreram violência doméstica para que elas obtenham independência financeira. 

Tipificação de abusos

De acordo com Amanda, a Lei do Feminicídio, em 2015,  possibilitou inúmeros avanços no combate à violência contra a mulher, pois até então, o crime era encarado como de menor potencial ofensivo e acabava em um acordo de conciliação.  “O tema ganhou espaço pela publicização e pela politização que ele teve na sociedade”. A pesquisadora ainda explica que as mulheres que mais sofrem com esse tipo de violência são pretas que não tiveram oportunidade de completar o ensino fundamental. 

Como explica Luiza Eluf, um dos obstáculos encontrados é caracterizar a violência psicológica e a violência moral, pois são abstratas. “Se uma mulher é achincalhada por seu parceiro em relação às suas tarefas, fala que ela não sabe cozinhar, cuidar das crianças e diz que ela é uma inútil. Tudo isso é uma violência”, conta. 

O que pensa a instituição:

O CIEE repudia qualquer violência contra a mulher, seja física, psicológica ou moral. A instituição filantrópica defende a equidade de gêneros e esse posicionamento é reafirmado em seu Programa de Diversidade, o qual conta com um pilar voltado para mulheres. 

O webinário está disponível na íntegra no link. Para acompanhar os demais eventos acesse o Canal do CIEE.