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Rodrigo Maia participa de evento do CIEE em Brasília
Arnaldo Niskier entrega homenagem a Rodrigo Maia, em Brasília / Divulgação/CIEE

Para começar a trabalhar

17 de março de 2020

Uma característica do deputado Rodrigo Maia é a extrema simplicidade com que age. Isso o faz credor da admiração dos que o cercam. Foi assim que recebeu, em Brasília, num simpático almoço, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), o título de “estagiário ilustre”. Tive o prazer e a honra de entregar-lhe o troféu, ocasião em que recordei os seus primeiros tempos de estagiário no Banco de Desenvolvi mento de Minas Gerais.

Nesse dia, com a presença de líderes da Câmara dos Deputados, Humberto Casagrande anunciou a criação do Observatório Parlamentar da Juventude, coordenado pelo ex-deputado Paulo Delgado. Será um organismo de discussão dos problemas que afetam os nossos jovens, sobretudo os que se ligam ao primeiro emprego.

A parceria do CIEE com o Congresso Nacional será extremamente oportuna, pois a maior entidade filantrópica do país está presente em praticamente todo o território brasileiro, já tendo atendido mais de cinco milhões de estagiários e aprendizes, nos seus mais de 50 anos de profícua existência. O CIEE é a ponte eficaz entre empresa e escola, assistindo a mais de 470 mil jovens.

O dirigente Humberto Casagrande assinalou que esse número, hoje, poderia ter alcançado a cifra de 1,1 milhão, mas a excessiva burocracia legislativa impede que se obtenha esse total. Se houvesse esse processo de abertura, daríamos consequência ao ideal de fazer funcionai; em todo o país, o princípio das escolas do trabalho, de que se fala há tantos anos.

Somos do tempo em que o saudoso educador Gildásio Amado (1906-1976) abordava o tema, no Ministério da Educação, com uma originalidade então exemplar. A luta desse baluarte da educação em nosso país, em prol de um ensino de qualidade, só chegou ao fim quando as luzes de sua vida se apagaram. Ambos conjugamos da crença do educador Paulo Freire, que afirmava: “Ensinar não é transferi r conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.

Na Filosofia da Educação; aprendemos com Immanuel Kant, considerado o principal filósofo da era moderna, que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.

Arnaldo Niskier é presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE/RJ). Foi secretário de Estado de Educação e Cultura no Governo Chagas Freitas, entre 1979-1983. Presidiu a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado  do Rio de Janeiro (Funarj) e foi professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Niskier foi o primeiro secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do país (Guanabara), no período 1968-1971, quando inaugurou o planetário do Rio de Janeiro. Pertence, à Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1984, da qual foi presidente nos mandatos de 1998 e 1999.

Artigo originalmente publicado no jornal O Globo em 17/03/2020.


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