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Aprendiz do Agronegócio: mil jovens já em atuação no campo

Agronegócio: formação de mão de obra qualificada é segredo para manter liderança brasileira no setor

29 de julho de 2021
Para continuar exercendo papel de destaque mundial, Brasil precisa aumentar sua atenção no desenvolvimento da formação de base

Na semana do agricultor, dizer que o agronegócio brasileiro é o principal motor da economia, responsável por mais de 20% do PIB nacional e setor que mais contribui para a balança comercial do País, acaba sendo um lugar comum diante da representatividade econômica da área que não parou de crescer nem mesmo diante da pandemia causada pela Covid-19. 

A  discussão que, de fato, interessa é como o Brasil chegou nesta posição de destaque mundial, deixando de ser importador de alimentos até a década de 70 para se transformar em um dos principais celeiros do mundo, responsável por alimentar bilhões de pessoas e como o País pretende manter essa liderança nas próximas décadas.

É claro que essa evolução se deu muito em função do desenvolvimento de novas tecnologias, principalmente aquelas realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, e outros centros de excelência, também responsáveis não só pelo desenvolvimento tecnológico como também na formação do capital humano, fundamental para qualquer atividade econômica de alta performance.

É muito importante lembrar que para continuar exercendo papel de destaque mundial, além da formação de técnicos e executivos habilitados para os principais cargos de comando, o agronegócio nacional também deverá aumentar estrategicamente sua aposta no desenvolvimento da formação de base, uma vez que a capacidade de competição das empresas depende muito do aumento contínuo de índices de produtividade que estão intimamente ligados à adequada qualificação profissional em todos os níveis do organograma.

Neste contexto, encaixa-se o trabalho que o Centro de Integração Empresa-Escola, o CIEE, vem desenvolvendo desde 2019, com a oferta de programas específicos para formação de jovens aprendizes para os diversos elos da cadeia do agronegócio.

Programas de aprendizagem como o Arco de Ocupações Agrícolas e Mecanização, voltados para a devida contextualização das principais atividades desenvolvidas nas áreas produtivas do setor sucroenergético e em outras agroindústrias que empregam fortemente a tecnologia de mecanização no campo, ou o programa  Aprendiz da Indústria da Carne, que ajuda na formação de desossadores, açougueiros e outros profissionais que atuam na cadeia da carne, são algumas das ofertas de formação profissional que o CIEE já está entregando para o mercado, tanto nas versões presencial, híbrida ou EAD, em praticamente todo território nacional.

Essas formações específicas permitem grandes possibilidades de alocação dos aprendizes nas áreas fim das empresas parceiras e contribuem para aumentar as chances de efetivação de jovens qualificados, engajados e com muita vontade de se desenvolverem na carreira, contribuindo assim para o crescimento das empresas que os abraçaram e ofereceram uma chance de desenvolvimento profissional.

Além disso, a aposta em jovens aprendizes e o efetivo cumprimento da quota legal vai ao encontro dos objetivos de governança e compliance das empresas, fortalecendo ainda mais a imagem do setor perante todos os stakeholders, seja no Brasil, ou no exterior.

A cada turma de aprendizes formada o resultado esperado  é um aumento quantitativo e qualitativo de jovens profissionais, alimentando assim um ciclo virtuoso, apoiado em qualificação e produtividade, que deverá contribuir para a manutenção da liderança mundial do Brasil na produção de alimentos, fibra e energia a partir do campo.

Mateus Rubiano, supervisor dos Programas de Aprendizagem do Agronegócio do CIEE

Artigo publicado no Jornal A Gazeta/MT, em 11/08/2021, e no Diário da Região/SP, em 13/08/2021.