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Happy Hour dos Autores reúne Helena Trevisan, Reginaldo Pujol Filho e Amilca Bettega

Happy Hour com Autores apresenta obras de escritores gaúchos

29 de setembro de 2021
Reginaldo Pujol Filho e Amilcar Bettega falam sobre inspiração e processo criativo

As particularidades do ofício do escritor e reflexões sobre os gêneros literários foram alguns dos pontos de debate de mais uma edição do Happy Hour com Autores, promovido pelo CIEE, e conduzido por Helena Trevisan. Os convidados foram dois autores gaúchos: Reginaldo Pujol Filho, autor de “Só faltou o título” e Amilcar Bettega, que escreveu “Deixe o quarto como está”.

Trazendo seu ponto de vista sobre como dar vida ao personagem Edmundo, protagonista de sua obra, Reginaldo contou um pouco sobre algumas particularidades envolvendo o processo de criação. Segundo ele, foram escritos entre quatro e cinco começos para o livro, e para desenvolver os trejeitos intolerantes do personagem, recorreu a fóruns de internet e leu também comentários de portais de notícia, onde muitas pessoas acabam expondo opiniões preconceituosas e agressivas.

“O Edmundo foi muito tortuoso e torturante de se escrever. Tive que me obrigar a me vestir como essa pessoa terrível. Ele é homofóbico, ele é misógino, ele é racista, ele é arrogante. Não é fácil a gente tentar ser isso decididamente. O processo de escrita foi bastante demorado porque eu não conseguia ter um ritmo que fosse bastante raivoso e que não fosse tedioso na leitura”.

Romance x conto

Amilcar Bettega trouxe para a conversa a importância do conto enquanto gênero literário. Ele afirma que o estilo nasce no século 19, com a invenção da imprensa e veiculação de artigos e anúncios. Amilcar também acrescenta que este tipo de produção literária remonta ao tempo que não havia escrita, em que as experiências vividas eram passadas por meio de conversas em volta de uma fogueira. 

“Na comparação com o romance, eu acho que são tipos de narrativas que usam de estratégias diferentes. São maneiras diferentes de a gente contar uma história e abordar um tema. E isso tem muito a ver com o escritor também. Sempre vai ter um gênero que você vai se sentir mais em casa, e no meu caso é o conto, a narrativa curta”, concluiu.