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Imagem ilustrativa / Divulgação

Dívidas muitas vezes têm origem na falta de educação financeira, diz consultora

19 de março de 2021
Paula Kologeski defende uso consciente do cartão de crédito. Segundo ela, planejamento é essencial

Quais são as armadilhas do cartão de crédito? Quando o assunto são as compras, você tem um perfil mais comportado ou costuma agir de maneira impulsiva? Para refletir sobre o tema, promovemos um webinar com a consultora financeira Paula Kologeski, com mediação do jornalista Alcides Ferreira.

Para o uso consciente deste meio de pagamento, ela sugere uma fórmula para evitar o endividamento. Segundo Paula, é preciso se planejar para comprar o que desejamos. O dinheiro deve ser guardado e a compra parcelada quando não há desconto na opção de pagamento à vista. Enquanto as parcelas são quitadas, o valor aplicado vai rendendo mês a mês.  Anotar os gastos mensais, e ver para onde está indo o dinheiro também é fundamental.

“O melhor dia para você usar o cartão de crédito é o dia que você tem dinheiro. Além disso, não é preciso ter mais de um cartão, mas se planejar sempre, apesar do ser humano ter com ele a cultura de antecipar sonhos, principalmente no caso de viagens”, disse. No caso de quem está sem controle da própria situação financeira, o conselho é simples: “A primeira ação é não fazer novas dívidas. Finanças pessoais são 20% conhecimento e 80% comportamento”, disse.

Limite do cartão não é salário

É comum que muitas pessoas considerem o limite do cartão de crédito como uma extensão do salário. De acordo com Paula, esse erro decorre da falta de planejamento dos gastos mensais, e acaba levando ao endividamento e comprometimento da renda com dívidas desnecessárias.

“Pagar o mínimo da fatura é entrar em uma bola de neve. Isso ocorre quando as pessoas compram coisas que não cabem no orçamento delas ou quando elas não se planejam. O que você compra no crédito não pode ultrapassar o valor do seu salário. O salário é o salário que você recebe da empresa onde você trabalha”.

Confira o webinar na íntegra