Especialista aponta que 86,2% dos universitários brasileiros já experimentaram álcool

6 de setembro de 2018
Ana Regina Noto, professora-doutora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias (Nepsis) em palestra na Unicid / Edith Schmidt
Abuso da droga lícita tem aumentado e pode causar danos irreversíveis

Apagão de memória, acidentes ao volante, coma alcoólico e até mesmo abuso sexual. Essas são algumas consequências do uso exagerado do álcool, substância cada vez mais presente na vida dos universitários, de acordo com Ana Regina Noto, professora-doutora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias (Nepsis).

Durante o 122° Seminário da Campanha Nacional sobre Drogas nas Escolas Superiores, realizado na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, Ana Regina apontou que 60,5% dos universitários ingeriram álcool ao menos uma vez no último mês. Em contrapartida, 21,6% afirmaram ter usado tabaco e 9,1% maconha.

Se por um lado o consumo exagerado é percebido de modo menos nocivo, pois leva cerca de 10 anos para gerar dependência, por outro, é necessário ajudar o indivíduo a entender o motivo que leva ao abuso da ingestão de bebida alcoólica para que ele possa ser encaminhado ao tratamento ideal.

Números mais alarmantes mostram que a faixa etária entre 14 a 34 anos é a que mais consome álcool e chega a ingerir cinco ou mais doses em uma única ocasião. “O álcool está inserido na sociedade e os primeiros contatos se dão ainda durante a infância. Hoje 12% da população é alcoólatra e as pessoas ainda não discutem isso”, afirma Ana.

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