44% dos estagiários repensam efetivação por falta de identificação com empresa

17 de dezembro de 2018
Jovens da geração Z buscam plano de carreira e crescimento dentro de companhia

Os jovens da geração Z estão desembarcando no mundo do trabalho e fazendo a área de RH das organizações repensarem uma vez mais as políticas de retenção de talentos. De acordo com levantamento do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, encomendado à Toledo e Associados, ao menos 44% dos jovens analisaram aspectos, como identificação com a empresa, plano de carreira e crescimento antes de aceitar proposta de efetivação na empresa em que estagiam.

A pesquisa realizada com 1.800 estudantes de um grupo de universidades de São Paulo, entre os meses de julho e agosto desse ano, apontou que para 64% dos estagiários atuar na área relacionada com o curso e não ocupar uma função operacional é principal motivação por uma vaga. Já 47% levam em consideração as oportunidades de crescimento dentro da organização.

Por outro lado, o levantamento apontou que mais da metade dos jovens estão engajados dentro das corporações que iniciaram suas carreiras e 56% deles permaneceram nas empresas onde iniciaram o estágio. Pelo menos 73% querem seguir esse caminho e esperam ser efetivados após o encerramento do contrato.

A amostragem também identificou que 38% dos estagiários que responderam a pesquisa não foram efetivados por falta de vagas na empresa, enquanto que em 25% dos casos não existia essa possibilidade, a exemplo de órgãos público em que é necessário ser concursado.

Para Marcelo Gallo, Superintendente Nacional de Operações do CIEE, a responsabilidade do agente integrador ficou ainda mais clara. “A pesquisa demonstra que o papel do agente de integração é de grande importância na identificação do perfil da vaga e na apresentação da vaga para os estudantes, entretanto, cabe às organizações que recebem os estagiários, um trabalho de avaliação das expectativas e das potencialidades dos candidatos em relação às possibilidades ofertadas pela empresa naquele estágio, considerando também a cultura da empresa, para que o estágio seja mais produtivo para os estagiários e as empresas”.