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2º fórum de diversidade ABBI no CIEE

2º Fórum da Diversidade da ABBI ocupa Teatro CIEE com painel sobre Gerações no mundo do trabalho

5 de junho de 2019
O tema da interseccionalidade também foi debatido; oito bancos internacionais apoiaram evento

No dia  30/05, o Teatro CIEE recebeu o 2º Fórum da Diversidade da Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), iniciativa apoiada pelos bancos ABN AMRO, BNP Paribas, Credi Agricole, Goldman Sachs, HSBC, Societe Generale, ING e SMBC.

A abertura da solenidade foi feita pelo superintendente Geral do CIEE, Humberto Casagrande, que apresentou aos convidados um rápido panorama do perfil dos colaboradores da entidade e as iniciativas voltadas para a inclusão nos quadros.

Humberto Casagrande superintendente geral do CIEE em abertura do fórum

Humberto Casagrande superintendente geral do CIEE em abertura do fórum

Múltiplas pessoas, necessidades diversas

No primeiro bloco, o tema explorado foi o conceito da interseccionalidade, uma vertente crescente no contexto da inclusão. Muitas organizações tradicionalmente tratam questões como inclusão racial e LGBTQI+, por exemplo, de forma separada. A ideia principal do pensamento interseccional é o estudo da sobreposição ou intersecção de identidades sociais e sistemas relacionados de opressão, dominação ou discriminação.

“Cruzar as necessidades de pessoas com marcadores sociais diferentes é uma grande vantagem para as empresas, pois fortalece a cultura inclusiva”, explica Carolina Ignarra, sócia da Talento Incluir, consultoria especializada em planejamento e implantação de programas de diversidade em empresas. “Quando falamos de deficiências ou necessidades específicas, vale a pena pensar individualmente para atender um colaborador. Mas dentro de diferentes grupos sempre haverá causas comuns”.

Carolina participou do painel, ao lado de Adilson Pacheco, da Ald Automotive, que trouxe uma visão enquanto profissional com múltiplos marcadores sociais. Outro depoimento rico sobre a experiência de ingressar em um programa com foco em diversidade foi passado pela estagiária do Meryanne Ferreira do ABN AMRO. Lilene Ruy, supervisora de Inclusão Social do CIEE, também fez parte e contribuiu com a perspectiva de inserção de pessoas com deficiência em programas de estágio e aprendizagem.

Gap geracional ou trabalhadores ageless?

Na segunda parte do encontro, a diferença entre gerações que hoje estão no mundo do trabalho foi tema da exposição de Edgar Pitta, da Alfa Centauri. Também falaram sobre o tema para entender a relação entre envelhecimento e trabalho, aponta Edgard Pitta, que desenvolveu a pesquisa “Desafios e Oportunidades de Carreira na Maturidade”. Os dados foram obtidos em 2015 por meio de um questionário online envolvendo 261 profissionais com mais de 35 anos e apresentados para a plateia. “Muitos dos valores que hoje são vistos como demandas dos jovens, por exemplo a flexibilidade na jornada e possibilidade de home office, também são desejados pelos mais velhos”, pontua Pitta.

Ao subir ao palco, a antropóloga, pesquisadora e colunista da Folha de S. Paulo, Mirian Goldenberg, contou sobre sua pesquisa de comportamento e envelhecimento pelas últimas décadas, e também sobre como a cultura brasileira lida com isso e os impactos na vida das pessoas.

Miriam Goldberg em palestra sobre envelhecimento no CIEE

Miriam Goldberg em palestra sobre envelhecimento no CIEE

Por fim, Mórris Litvak, fundador e CEO da startup Maturijobs, apresentou a iniciativa de sua organização, que busca conectar profissionais com mais de 50 anos a oportunidades de recolocação no mercado de trabalho.

“Para nós é importante mostrar que os bancos estão se movimentando sobre o tópico da diversidade, principalmente os internacionais que, no geral, recebem essa cultura de suas respectivas matrizes”, comenta André Lisboa, presidente da ABBI que encerrou o evento. “Para falar sobre diversidade e inclusão não poderia haver melhor espaço que o CIEE, e nossa expectativa é retornar na próxima edição”, completa.