Saiba como foi o I Fórum Educação e Trabalho CIEE

14 de maio de 2019
Representantes de empresas e educadores traçam um diagnóstico sobre o futuro da juventude no mercado de trabalho: estágio e aprendizagem deve ser prioridade.

Por um dia, Ribeirão Preto/SP se tornou o centro nacional dos debates sobre formação e empregabilidade jovem. Em 8/5, a cidade sediou o I Fórum Educação e Trabalho CIEE, evento que reuniu especialistas, pesquisadores e representantes de empresas para palestras e rodas de conversas. “A presença maciça de gestores nos painéis e do público na plateia só reforçou a necessidade de tornar prioritários assuntos como estágio e aprendizagem”, disse Fabíola Molina, consultora do CIEE que organizou o evento e também intermediou o painel com participação de Matheus Rubiano, supervisor do CIEE Ribeirão Preto, além de porta-vozes da Natura, Caterpillar, Foregon, Nestlé e Usina São Martinho.

Abertura do evento
Após as boas-vindas, Guido Desinde Filho, secretário municipal de assistência social de Ribeirão Preto, observou que uma experiência de estágio e aprendizagem provoca mudanças positivas na vida dos jovens beneficiados. A programação de palestras foi aberta por Daniel Santos, coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (Lepes – FEA/USP). Preocupado, ele mostrou como a desigualdade salarial se intensificou em todo o mundo a partir dos anos 70 e que, no Brasil, a juventude não consegue perceber como a educação impacta positivamente em seus ganhos. “Independentemente do governo, o investimento em educação cresce ano após ano: o problema é que isso não resolve nossos problemas”, pontuou.

Primeira metade
Antecedendo o primeiro painel do dia, Guilherme Cavalieri, presidente da diretoria executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional São Paulo (ABRH-SP) reforçou a importância da capacitação como forma de diminuir os índices de desemprego: “Ao mesmo tempo em que temos 14 milhões de desempregados, há vagas em tecnologia da informação que não são preenchidas por falta de mão de obra especializada”, afirmou Cavalieri. A seguir, deu início ao painel “Boas Práticas de Gestão para as Novas Gerações”, com Flávio Ponzio, gerente de RH da Catterpillar, Janaína Peroto, gerente de Talentos Humanos da Foregon, Matheus Marquês, coordenador de Melhoria Contínua da Nestlé (que começou sua carreira na empresa como estagiário), Carolina Gutierre Preman, analista sênior  da Usina São Martinho e Bruna Galvão, coordenadora de desenvolvimento organizacional da Natura. Em sua participação, Bruna destacou a importância das competências atitudinais para a inserção dos jovens no mundo do trabalho: “As hard skills hoje são substituíveis, enquanto as soft skills são intransferíveis”, diagnosticou.

Segunda metade

Após o retorno do almoço, os debates foram retomados com dois painéis: “Competências socioeducadionais e valores humanos nas organizações educacionais e empresariais” e “Ações sociais para desenvolvimento e engajamento da juventude”. A programação do I Fórum Educação e Trabalho CIEE também contou com palestras de Cris Miura, líder Google e founder da Pontue – plataforma inteligente de ensino de redação – e Raquel Oliveira, representando o Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (Ceipe/FGV). Durante o fórum, os participantes também puderam conhecer o CIEE em Movimento, projeto itinerante que leva informações sobre estágio e aprendizagem.