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Participantes do encontro dos Espaços de Cidadania, na capital paulista.
Participantes do encontro dos Espaços de Cidadania, na capital paulista. / André Luiz

Ações sociais: prioridade nos Espaços de Cidadania do CIEE

2 de maio de 2019
Nossas equipes de orientadores e assistentes sociais de todo o Brasil se reuniram na capital paulista.

Realizamos hoje, na capital paulista, uma reunião com equipes dos nossos Espaços de Cidadania de São Paulo/SP, Manaus/AM, Taguatinga/DF e Salvador/BA (prestes a ser inaugurado), além de convidados especiais. Um total de 37 pessoas, entre orientadores e assistentes sociais, participaram desse encontro que tem objetivo de alinhar e sistematizar o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e das Oficinas de Cri@tividades oferecidos nas cidades. A reunião continuará na sexta-feira (3/5), com mais encontros de trabalho a fim de consolidar em uma publicação a metodologia do programa.

Referência em filantropia
Dentre as convidadas estavam Késsia Oliveira da Silva e Maria Carolina Pereira Alves, do Ministério da Cidadania. “Lá temos uma visão geral. Aqui queremos conhecer a realidade do programa e colher experiências que possam ser multiplicadas”, explicou Maria Carolina. Elas acompanharam atentas a exposição dos orientadores sociais que, neste primeiro dia, compartilharam vivências e histórias dos Espaços de Cidadania de suas cidades. Também receberam nosso Anuário da Superintendência de Ação Social e Filantropia 2018: publicação que traz o balanço dos programas assistenciais – Serviço Social no Programa Aprendiz, Ações de Apoio e Integração ao Mundo do Trabalho, Programa de Orientação Jurídica Gratuita à População e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

Oficinas de cri@tividades
Em parceria com aparelhos da rede socioassistencial e instituições do 3º setor, promovemos as Oficinas de Cri@tividades para jovens em vulnerabilidade social. Trata-se de dez encontros voltados a questões de protagonismo e inclusão profissional. Em São Paulo, 65% dos atendidos são da Fundação Casa: durante a apresentação dos orientadores sociais que interagem com os menores em conflito com a lei, distribuíram cartões com mensagens e desenhos feitos pelos conviventes. “Às vezes, somos a única luz que os meninos enxergam: eles não acreditam mais no seu potencial”, contou Marília Lima dos Santos, orientadora social. Entre janeiro e o fim de abril deste ano, 1.445 jovens passaram pelas Oficinas de Cri@tividades do CIEE.

Diálogo aberto

Um dos pontos altos do dia foi a roda de conversa puxada por Stela Graciani, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e autora do livro Pedagogia das ruas. A palestrante teve em sua carreira a convivência com o patrono da Educação brasileira, Paulo Freire, e trouxe para os participantes da reunião a filosofia do diálogo. “A solidariedade dos saberes é o mais importante ingrediente da prática educativa”, disse Stela. Em outro momento tocante do seu depoimento, a educadora deixou uma frase que os participantes levarão para a vida: “Aquele que fala, ensina. Aquele que aprende, troca”.

O primeiro encontro

Em maio do ano passado, promovemos a primeira reunião desse modelo. Dentre as atividades estava a palestra com Helder Holiveira, artista responsável pelo graffiti nas paredes do Espaço De Cidadania paulistano e um promotor do afeto nas relações humanas. “O CIEE tem um trabalho extremamente desafiante, mas que nos enche de esperança por visar a uma sociedade mais justa e humana”, disse naquela época. No centro da capital paulista, o Espaço de Cidadania é voltado exclusivamente a adultos em situação de rua e migrantes), e os demais – no bairro do Grajaú (São Paulo/SP), Taguatinga/DF, Manaus/AM e Salvador/BA, para adolescentes. Um segundo encontro foi realizado em agosto.

 

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